sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Saúde registra o primeiro caso de dengue de 2012


Mutirão de combate à dengue é uma das ações de combate e controle da proliferação do mosquito

A Secretaria da Saúde, através do Departamento de Vigilância Sanitária, confirmou na última semana, o 1º caso de dengue no município. Apesar de o caso ter sido importado (a pessoa não foi contaminada no município), o registro pode desencadear uma epidemia na cidade, uma vez que Garça conta com uma população de mosquito. Em 2011, foram registrados no município 21 casos confirmados da doença, a maioria autóctones (contraídos no município).

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária, Edna Semensato, para evitar a proliferação dos criadouros já foram realizados bloqueios no bairro onde o caso foi confirmado (região Oeste) e está sendo intensificado o trabalho de vistoria e de orientação junto à população.

Os três primeiros meses do ano são considerados períodos críticos. O excesso de chuva e as altas temperaturas favorecem a rápida proliferação do Aedes aegypti e consequentemente o aumento da população do mosquito transmissor da dengue. Nesta época é fundamental que a comunidade fique ainda mais atenta em relação aos cuidados básicos na limpeza dos quintais, terrenos baldios, calhas e até mesmo no ambiente de trabalho.

Além da preocupação com a proliferação do mosquito no município, a Vigilância pede à população que se atente à limpeza dos quintais para evitar o aparecimento de caramujos, ratos, cobras e escorpiões. “O lixo diretamente não provoca doença, mas colabora para a incidência da mesma”, explicou.

Segundo afirmou o secretário municipal de Saúde, José Antônio de Resendes, o trabalho dos agentes de saúde revela uma triste realidade. O descarte de lixo de forma irresponsável colabora e muito para a formação de criadouros e para a proliferação dos mosquitos. Apesar das ações efetivas realizadas pela pasta, através de mutirões, visitas nos domicílio e campanha de orientação, há uma grande quantidade de lixo que é jogado em terrenos baldios, quintais e ruas, o que ajuda no entupimento dos bueiros e no acúmulo de água e, água parada é sinônimo de mosquito da dengue.

De acordo com ele, a administração municipal através do prefeito Cornélio e do vice Rodrigo, tem intensificado as ações para tentar evitar que novos casos sejam confirmados, no entanto, é fundamental a participação da comunidade. “A situação é muito preocupante. Mal começou o ano e já temos o primeiro caso registrado. A população deve ficar alerta e colaborar com o poder público na limpeza dos quintais e terrenos”, frisou.

Além do descarte irregular de lixo, a cidade conta com outros fatores que ajudam na proliferação do mosquito: o grande fluxo de estudantes que gera um maior trânsito de pessoas de uma cidade para outra; a dificuldade de os agentes entrarem nos domicílios para vistorias; as casas fechadas onde os moradores passam o dia todo fora e só retornam à noite e o acúmulo de material reciclável em áreas irregulares. O município trabalha atualmente com 11 agentes específicos na atuação do controle e combate ao mosquito, além dos agentes comunitários que auxiliam nas ações preventivas. “O trabalho da vigilância é contínuo no controle e combate ao mosquito, mas a participação da comunidade é imprescindível”, concluiu.

Chuvas aumentam necessidade de cuidados contra a doença

Com a chegada das chuvas, os cuidados para se evitar a dengue devem ser redobrados. Essa é a orientação da Secretaria de Saúde de Garça devido ao início do período chuvoso, que deve se estender até o próximo mês de março. Embora o município tenha registrado queda no número de casos de dengue em 2011, a situação de alerta é contínua.

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária, Edna Semensato, a população deve estar atenta para auxiliar a Prefeitura na prevenção e combate do Aedes aegypti, transmissor da doença. Para ela, a responsabilidade do controle da dengue não é somente do poder público, mas de toda a comunidade. “Se cada um fizer a sua parte, o resultado é sempre melhor. De nada adianta o poder público atuar, se a população não se conscientizar da responsabilidade que tem”, afirmou.

Hoje, segundo a Vigilância, 90% dos criadouros do mosquito são recipientes inservíveis, ou seja, sem utilidade para o morador. “Por isso pedimos que os cuidados sejam intensificados”, alerta a diretora. Edna ensina que a população deve combater a dengue diariamente vistoriando a própria casa. Todo e qualquer recipiente que possa acumular água deve ser retirado do quintal ou área externa. Outro local que merece atenção são as caixas de água, além das calhas. A primeira deve estar devidamente tampada, já as calhas devem ser limpas periodicamente e as folhas retiradas, pois favorecem o acúmulo de água.

Ainda na área externa, pratinhos de vasos de plantas devem ser eliminados, pois acumulam água, que pode ser um potencial criadouro do Aedes. Bebedouros de animais devem ser lavados com água e sabão semanalmente. O mesmo vale para boxes de banheiros, que devem ser limpos com água sanitária. Já ralos e vasos sanitários em áreas não utilizadas devem ser vedados com plástico e fita adesiva.

O município tem mantido de forma ininterrupta o trabalho de visitas casa a casa realizado por agentes de saúde, nebulizações, bloqueio e controle de criadouros bem como as fiscalizações realizadas por meio das equipes de imóveis especiais, pontos estratégicos e cooperativa dos carroceiros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário